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quarta-feira, 11 de março de 2015

capitulo 14

Por Lavinia

Eu confesso que não sei o que aconteceu comigo, mas naquele instante, tudo que eu queria era sentir o gosto de sua boca. Meu Deus! Estávamos em uma poltrona de avião, e eu permanecia ali, colada a boca dele, como uma louca, uma pessoa que eu tanto temia ser, sendo completamente anti-profissional.
Luan abriu os olhos depois de alguns segundos parecendo tão surpreso quanto eu com a minha ousadia de lhe roubar um beijo. Devagar, foi se separando de mim, parecia que estava calculando uma distância milimetricamente segura entre nos dois. É, talvez eu fizesse a mesma coisa se estivesse no lugar dele. Luan me olhava atentamente, parece que medindo as palavras, em seguida tirou os meus óculos.
-Seus olhos são tão lindos- sussurrou as palavras pra mim, não que eu já não tivesse ouvido isso antes, mas ouvir da boca dele fez ter um significado diferente.
Senti o sangue ferver no rosto e abaixei a cabeça para que ele não soubesse o efeito que me causava. Ele  levou a mão até meu queixo e ergueu minha cabeça fazendo com que eu o olhasse. Nada além do ruído silencioso das turbinas do avião e do próprio som das nossas respirações permanecia entre nós. Não sabia o que estava acontecendo, mas pedia aos céus que o tempo parasse ali, naquele instante tão nosso.
Ele ainda tinha uma das mãos em meu rosto, e seu toque era ardente. Em fração de segundos tive um pedacinho do céu de novo. Sua língua invadia minha boca de uma forma tão perfeita que não seria capaz de explicar. Nossos lábios se moviam sincronizadamente em um encaixe perfeito.  Um beijo leve, lento, delicioso e até com um certo sentimen... não! Peraí! Para tudo! Em um movimento rápido me afastei dele fazendo minha ficha cair.
-O que eu fiz?- perguntei pra mim mesma- Olha, esquece isso Luan! Eu te imploro- falava aflita- E por favor, me desculpe. Eu não sei o que deu em mim. Isso.. isso não vai se repetir.

Por Luan

Eu tinha conhecido o céu, e ainda não conseguia acreditar que Lavinia, aquela pessoa durona que eu conheci, tinha me beijado, assim, do nada. Mas como tudo que é bom dura pouco, agora só tinha sobrado o gosto amargo na boca, o gosto da desilusão, da mentira..
O que tinha de errado? Eu tô falando do fato dela ter me beijado. Não conseguia entender o porquê dela achar aquilo tão horrível assim.
-Luan- parou, respirou e continuou- Me desculpa- me pediu de cabeça baixa, algo que já tinha feito e fez de novo como se eu tivesse achado ruim.
-Lavinia, calma. Tá tudo bem.
-Me desculpa. Desculpa mesmo. Sério!
-Eu já entendi, que saco! Não tem o que desculpar- falei irritado. Já estava ficando cheio de tantos pedidos de desculpas.
Ela me olhou parecendo triste. Ótimo, ela faz a merda primeiro e eu que me sinto culpado.
-Não precisa ficar bravo.
-Tudo bem Lavinia, já foi.
-Tudo bem Luan...
-Esquece isso tá bom?- eu disse, mas no fundo  eu estava revivendo cada segundos dos últimos minutos.
Ela só assentiu, e mais uma vez o silêncio estava entre a gente.

...

Uma semana já se passou e aquele bendito beijo não sai da minha cabeça, o que por um lado é bom. Porque juntando aquele beijo inesperado a esse paraíso que é o Caribe, e o fato de ver ela com trajes de banho, provocando minha imaginação o tempo todo, me custou boas composições.  Essa muié tá me deixando inspirado.
Ela tinha desenvolvido uma amizade ímpar com minha família, em especial com Bruna, o que acabava me dando certas vantagens, porque tudo que aquela caixinha de mistérios contava para minha irmã, com meu jeitinho único eu fazia Bruna me contar.

sexta-feira, 6 de março de 2015

capitulo 13

Por Luan
- Você não tem o direito de falar comigo assim - replicou a oxigenada inconformada - Eu posso perder a paciência - perto das duas eu fechei os olhos como se pudesse ser invisível naquele momento. Dudu por sua vez estava se divertindo e continuava torcendo silenciosamente, por uma briga. Lavínia se moveu rápido dando um passo pra frente, ficando entre eu e a loira. Mediu a menina de cima a baixo antes de começar a falar.
-Isso não me preocupa. Não faz diferença. Até porque eu sou bem mais forte do que você.- arregalei os olhos temendo pelo que poderia acontecer. A menina recuou, burra ela seria se encarasse.
-Bem...- a loira se afastou desistindo do confronto - se tivermos a sorte de pegar o mesmo voo, nos vemos novamente- ela saiu desanimada e só então Lavínia virou-se para mim.
-Claro- respondi com cuidado, gostava dessa nova sensação, me senti um estranho muito feliz.
-Precisava falar assim com a moça?- perguntei sem jeito.- Eu mesmo cuido dos meus fãs...
-Eu.. só tentei ajudar.
-Só que eu não pedi sua ajuda. Você está só na sua segunda semana e já está extrapolando suas funções.
-É que você não sabe o quanto me irrita ver essas meninas sem um pingo de amor próprio, se vendendo por 5 minutos de fama. Aff
-Sabe o que é isso?- perguntei provocando. - Ciúmes.
-Ciúmes?- ela riu se aproximando - De você?- parou bem pertinho de mim- Coitado!
-Não vou mais perder meu tempo com você- falei com a boca bem mais próxima da sua - Vou chamar minha família pra lanchar.- falei me virando.
-Luan..- ela me chamou e eu a olhei.
-Eu também vou. Não sou da sua família mas também tô com fome.- Falou meio constrangida e me seguiu.

Lanchamos sem tocar mais no assunto. Ela também evitava olhar pra mim, ficava mais concentrada em olhar as pessoas em volta. Dudu me cutucou e eu o olhei curioso.
- Me diz uma coisa, não tem chance de rolar alguma coisa entre vocês não?- perguntou terminando de comer seu pão.
-Eu e Lavínia? Acho que tá bem longe disso acontecer viu..- falei a encarando. Não seria tão má ideia assim.

Terminamos de comer e fomos em direção ao avião. Em algumas horas estaria no Caribe, rumo as minhas tão esperadas férias.
....

Por Lavinia...

Sentados lado a lado no avião, na primeira classe , eu observava cada detalhe dele. Estudava suas feições, suas formas atraentes. Notei uma mecha de cabelo caída sobre sua testa, suas mãos gordinhas - suaves e fortes ao mesmo tempo. Sua boca delineada perfeitamente... Por que ele não era o moço feio e desajeitado que eu tinha imaginado ao aceitar a missão?
Ocupávamos um lugar estratégico no avião , mais isolado por causa do meu protegido. Procurava, para a própria segurança dele, me manter o mais fria possível. De acordo com o relatório prévio que recebi antes de fazer minhas malas e partir , Luan era um cantor  e compositor , tinha 23 anos  e nenhuma namorada, pelo menos no momento, e por incrível que pareça, essa tinha sido uma informação irrelevante para mim no começo, mas que agora tinha um valor especial para mim. Eu não tinha noção do que estava acontecendo comigo, e tudo que eu tinha certeza é de que eu não deixaria minhas emoções interferirem na minha vida profissional, e tudo que eu tinha com ele, não passava de negócios, e se Deus me ajudasse, continuaria assim ate o fim..

Olhei pro lado e o vi me olhando com a mesma intensidade que com certeza eu o olhava. A aeromoça fez com que desviássemos nossos olhares com sua pergunta:
-Desejam beber algo?
 Luan coçou a cabeça constrangido e disse um pouco rouco:
-Pra mim, só uma água.

Luan estava tenso com a aproximação da aeromoça que pra mim não poderia ter chegado em momento mais oportuno. Felizmente eu sou treinada para disfarçar minhas emoções, mas conhecer Luan tao intimamente estava se tornando um verdadeiro choque, esperava encontrar um jovem sem brilho próprio, e, ao contrário, nesse instante estava olhando pra um deus grego.
- E para a senhora ? - me perguntou a aeromoça, me tirando do transe.
- O mesmo que ele por favor - respondi num sussurro me surpreendendo comigo mesma por me sentir tímida perto dele
- Claro - a moça nos serviu duas garrafinhas de água mineral e se retirou tao silenciosamente,quanto tinha surgido.

Para evitarmos o embaraço gigante de nos encararmos de novo, cada um tomou sua água em silêncio.

Eu percebia Luan inquieto no banco. e isso não me causava uma sensação positiva, em termos profissionais. Sinceramente, tenho medo pelo desfecho da minha missão, que me exigia um claro distanciamento emocional das pessoas envolvidas. Mas o que eu devo fazer? Se me sinto tomada por um sentimento novo? Eu não tenho nada, não possuo nada, exceto meu pequeno apartamento em Washngton, sem plantas, sem retrato de família, ou bicho de estimação.

Tudo o que tenho de valor se resume a minha experiência no FBI , me viro sozinha desde que ingressei na carreira, o que na época me pareceu uma boa solução de vida. Recebi treinamento em segurança , passei a proteger governantes , embaixadores e autoridades de visita ao pais que eu tinha escolhido para viver e deixar pra traz tudo que vivi no Brasil, mas por ironia do destino fui indicada para cuidar de um cidadão no auge de sua ascensão. Nao tinha dúvidas quanto a minha competência profissional, mas reclamei comigo mesma dessa tarefa até entao. Nada interessante. Isso claro antes de conhecer ele.

Quer saber ?? Dane- se. Tirei meu cinto de segurança e fiz o que estava louca para fazer e num impulso o puxei pra mim, sem deixar de notar seu olhar surpreso antes de colar meus lábios nos dele.



Oiii, aqui é a Giovanna Simon, pra quem não sabe eu também escrevo fanfic, a minha atual se chama "Promete que vai ser só minha?". Mas hoje vim ajudar a Thai, porque eu amooooo essa fanfic e tava louca pra ler esse capítulo. Afinal ELES SE BEIJARAAAAM. SOCORROOO!! Lavínia é demais!! Adoro ela. Mas então, o problema da Thai é o seguinte: ela só está com internet no celular, logo ela não consegue postar, já que ela posta pelo computador. Sei que é chato esperar,mas vale a pena.. A gente, apesar da curiosidade, te espera Thaires- nem que ja esteja velhinha gagá.. kkk brinks, aí não kkk. Mas enfim, estou a disposição dela pra postar mais se ela quiser. Ela mandou dizer o assim: " Espero resolver o problema logo, aí vou poder compensar vocês com um capítulo por dia. Mas até lá, tenham paciência e não me abandonem".. Nunca vamos te abandonar Thaii!!